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Vocalista do Arriba Saia pede: forró tradicional não pode sumir do São João

O São João do Centro Histórico de Salvador tem atraído milhares de pessoas para shows de forró distribuídos por pontos históricos da cidade. No Palco do Santo Antônio Além do Carmo, a banda Arriba Saia, conhecida no circuito baiano, tem sido uma das atrações que animam o público durante as festas juninas.

Em meio ao destaque dado a nomes e ritmos contemporâneos, cresce um debate entre músicos e fãs sobre as mudanças trazidas pela nova geração de artistas. Para o vocalista do Arriba Saia, Rony Brasil, a preservação da poesia nas letras é elemento central para manter viva a tradição do forró.

“Porque música é cultura e a letra é o que nos move numa música: letra e melodia. E eu acho interessante que a gente tenha que trabalhar primeiro a letra, trabalhar o sentimento daquela música, o que ela diz respeitosamente”, disse o artista, em entrevista ao portal A TARDE.

Rony ressaltou que a valorização da letra e do sentimento nas canções é uma forma de manter a identidade cultural do São João, mesmo com a presença cada vez maior de sucessos atuais nas rádios e nas playlists das festas.

Ao defender a permanência das músicas tradicionais nos festejos, o vocalista lembrou que o forró transcende épocas e modismos. “Porque a música de forró não tem época, não tem vencimento. As músicas que têm letras, que têm amor, que têm aquele sentimento, o povo abraça essas músicas. Quando chega a época de São João, parece que abre o armário e tira elas de dentro”, afirmou Rony Brasil.

As observações do músico ocorrem enquanto o São João de Salvador segue com programação intensa: shows no Centro Histórico e apresentações também em bairros como Paripe e Itapuã. Somente no Pelourinho, são realizadas cerca de 50 apresentações por dia, com atividades que prosseguem até 24 de junho.

Para bandas como Arriba Saia, a agenda é oportunidade não só de animar a festa, mas de reforçar uma mensagem sobre a importância de repertórios que conservem história e sentimento. No contato com o público, segundo o vocalista, a receptividade às canções que preservam a narrativa e a melodia tradicionais é imediata.

Enquanto o debate sobre renovação e tradição segue entre artistas e plateias, as ruas do Centro Histórico aparecem como palco dessa disputa cultural, onde o forró tradicional ainda encontra espaço e audiência durante os festejos juninos.