Trio é preso por série de assaltos a ônibus em Lobato; alguns tinham vida dupla
Uma operação da Polícia Civil da Bahia resultou na prisão de três homens investigados por integrar uma associação criminosa especializada em assaltos a passageiros de ônibus em Salvador. Segundo a investigação, o grupo é apontado como autor de pelo menos quatro ataques a coletivos no bairro do Lobato, ocorridos em 30 de junho e nos dias 11, 18 e 20 de julho.
As apurações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Roubos em Coletivos (DERRC), vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC). Segundo a polícia, os criminosos atuavam em esquema organizado, com rodízio de funções: os integrantes alternavam papéis a cada investida, o que dificultava a identificação e a vigilância por parte das equipes de segurança.
Investigadores afirmam que alguns dos suspeitos participaram de mais de um assalto ocorrido na região do Subúrbio Ferroviário. A rotina dos investigados chamou atenção dos policiais: dois dos alvos mantinham uma vida dupla, trabalhando durante o dia em um condomínio no bairro de Ondina e reunindo-se à noite para cometer os crimes nos coletivos.
Os dois foram surpreendidos e detidos justamente quando saíam do local de trabalho. As prisões ocorreram nos dias 17 e 20 de agosto, como parte das ações permanentes planejadas pela DERRC para reduzir a criminalidade nos ônibus de Salvador.
Além dos roubos em série, parte dos detidos já possuía antecedentes por tráfico de drogas, conforme apontam os registros policiais. A investigação busca agora confirmar a participação de cada preso nos episódios registrados no Lobato e identificar eventuais outros envolvidos no esquema.
Autoridades informaram que as medidas fazem parte de um esforço contínuo para enfrentar o aumento de ocorrências contra passageiros de transporte coletivo e reforçar a sensação de segurança em linhas e terminais da cidade. A DERRC mantém o trabalho de inteligência e vigilância para coibir ações semelhantes no futuro.
Os três suspeitos permanecem à disposição da Justiça, enquanto o inquérito segue em andamento para instruir procedimentos policiais e subsidiar eventuais denúncias pelo Ministério Público.
