Vereador pressiona por reabertura da praia de São Tomé: ‘É injusto para o subúrbio’
O vereador Orlando Palhinha (União Brasil) voltou a cobrar a reabertura da praia de São Tomé de Paripe, no subúrbio de Salvador, afirmando que não há motivos técnicos para manter o fechamento total da faixa de praia. Natural da região, Palhinha disse que as informações em poder do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA) e um plano de contingência apresentado pelas empresas envolvidas permitem liberar a maior parte do espaço à população.
“O INEMA tem todas as informações para reduzir a área de interdição para apenas as proximidades do porto, já que tecnicamente todos os laudos mostram que a contaminação está restrita a esse local e não afeta o restante da praia. Desta maneira, pescadores, marisqueiras, comerciantes e demais moradores de São Tomé poderiam retomar as suas atividades comerciais e de lazer na área, uma das mais bonitas de Salvador”, afirmou Palhinha.
Em fevereiro deste ano, manchas azuis e amarelas foram observadas nas proximidades do Terminal Marítimo de Granéis, episódio que levou o INEMA a determinar o fechamento da praia e a interromper as atividades da empresa Terminal Itapuã no local. Conforme informações divulgadas, a empresa atualmente opera apenas com fertilizantes na área.
As análises e laudos realizados nas semanas seguintes registraram a presença de cobre e magnésio em amostras de água e em animais coletados na região. Essas evidências conduziram a investigação até a GERDAU, multinacional que atuava com esses metais, além de fertilizantes, no terminal até 2022. Em razão das constatações, o INEMA aplicou à GERDAU a multa máxima prevista para esse tipo de ocorrência — R$ 50 milhões.
Palhinha ressalta que, independentemente da responsabilização penal ou administrativa das empresas envolvidas, a questão imediata é a reabertura parcial da praia para aliviar os prejuízos econômicos e sociais sofridos pela comunidade local. Segundo o vereador, a redução da área interditada permitiria que moradores retomassem atividades de pesca, venda de mariscos, comércio e lazer na maior parte da orla.
O caso permanece sob acompanhamento dos órgãos ambientais. Autoridades e empresas envolvidas ainda precisam definir medidas complementares de fiscalização e segurança antes de qualquer reabertura total. Enquanto isso, lideranças locais como Palhinha mantêm a pressão por uma decisão que, na avaliação deles, concilie proteção ambiental e retorno da atividade econômica no subúrbio.
