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Soltura polêmica: torcedores detidos na véspera do BaVi respondem em liberdade com restrições

Sete homens presos durante a Operação Bandeira Branca foram colocados em liberdade após audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (6) no Fórum Criminal de Sussuarana, em Salvador. A decisão autoriza que eles respondam ao processo em liberdade, mas sob medidas cautelares impostas pelo Judiciário.

Participaram da audiência Carlos Caique Maia Soares, Iago Conceição Alves de Jesus, Luiz Guilherme Silva de Jesus, Breno Silva Andrade, Eduardo da Hora dos Santos, Micael Lima dos Santos e Diego Silva dos Reis. A Justiça determinou uma série de restrições que passam a vigorar imediatamente.

Entre as principais medidas está a proibição de frequentar a sede da torcida organizada Bamor, localizada na Avenida Joana Angélica, no bairro de Nazaré. Os investigados também estão proibidos de participar de aglomerações ou eventos ligados à torcida organizada.

As condições impostas foram formalizadas em termo de compromisso, que inclui obrigações judiciais a serem cumpridas pelos investigados durante o andamento do processo. A decisão judicial estabelece ainda que a diretoria da Bamor seja comunicada formalmente sobre as restrições e que impeça a participação dos citados em atividades ligadas à torcida.

O descumprimento de qualquer uma das medidas pode levar à revogação do benefício e à decretação de prisão preventiva, conforme determina a própria decisão judicial.

Os sete homens foram detidos durante a Operação Bandeira Branca, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia na quarta-feira (4). A ação cumpriu 21 mandados judiciais no curso das investigações sobre uma tentativa de homicídio ocorrida no dia 17 de janeiro de 2026, na Avenida São Rafael, em Salvador.

Segundo a investigação, as vítimas foram cercadas e agredidas por um grupo numeroso de torcedores com socos, chutes e golpes de arma branca. Na operação, além das prisões, três adolescentes foram apreendidos por suspeita de participação no ataque.

Foram apreendidos aparelhos celulares, carteiras de sócio de torcida organizada, uma arma branca e peças de roupa que, segundo a investigação, teriam sido utilizadas no episódio. Os mandados foram cumpridos em diversos bairros de Salvador, entre eles Fazenda Grande, Mussurunga, Pau da Lima, São Marcos, Itapuã e Águas Claras, além de uma ação em Feira de Santana, onde um dos suspeitos foi localizado.

A investigação é conduzida pela 2ª Delegacia de Homicídios/Central, unidade vinculada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O processo seguirá em tramitação com as restrições determinadas pela Justiça, e a polícia continuará as diligências para esclarecer todas as circunstâncias do ataque.