Quem pode tirar Jerônimo do governo? Veja os candidatos que vêm com tudo para 2026
Os 11.321.005 eleitores baianos aptos a votar, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), irão às urnas em 4 de outubro para eleger o governador da Bahia. Caso nenhum nome alcance 50%+1 dos votos, os dois mais votados vão ao segundo turno em 25 de outubro.
Até agora cinco partidos lançaram pré-candidaturas ao governo: Jerônimo Rodrigues (PT), que busca a reeleição; ACM Neto (União Brasil); Ronaldo Mansur (Psol); José Estevão (Democracia Cristã) e Aroldo Félix (Unidade Popular). O Agir chegou a sinalizar a intenção de lançar Pastor Renatinho, mas não avançou nas discussões.
Jerônimo Rodrigues (PT) é o candidato à reeleição. Eleito em 2022 com 4.480.464 votos (52,79%), o governador, engenheiro agrônomo e professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), consolida a campanha com a experiência administrativa e a aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Filho de um vaqueiro e de uma costureira, nascido em Aiquara em 1965, Jerônimo tem carreira acadêmica e trajetória na administração pública: formou-se em agronomia pela UFBA, possui mestrado em Desenvolvimento Rural, foi secretário nacional do Desenvolvimento Territorial no governo Dilma e foi o primeiro titular da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) da Bahia. Em 2019 assumiu a Secretaria de Educação do estado, onde implantou políticas como a expansão do tempo integral.
No atual mandato, Jerônimo priorizou obras estruturantes, como o VLT de Salvador e o início das obras da ponte Salvador-Itaparica. Também ampliou programas sociais, como o Bahia sem Fome, e implementou o Pacto pela Vida, com foco em segurança pública. A Secretaria de Segurança Pública relatou, em maio de 2026, redução de 23% nos crimes graves contra a vida no primeiro quadrimestre do ano, em comparação a 2025.
Na chapa de reeleição, segue com o vice Geraldo Júnior (MDB), e Jaques Wagner e Rui Costa figuram como candidatos ao Senado pela coligação.
ACM Neto (União Brasil) tenta novamente chegar ao Palácio de Ondina depois da derrota em 2022. Ex-prefeito de Salvador por dois mandatos, Neto é herdeiro político do grupo Magalhães e construiu sua trajetória entre a Câmara dos Deputados e a gestão municipal. Para 2026, ele aposta em força no interior, escolheu Zé Cocá (PP), ex-prefeito de Jequié, como vice e busca atrair lideranças locais para ampliar seu desempenho além da Região Metropolitana de Salvador.
Ronaldo Mansur (Psol) é a aposta da legenda para manter a independência do partido no plano estadual, embora o Psol deva apoiar a reeleição de Lula na disputa nacional. José Estevão (Democracia Cristã) reencontrou seu nome na legenda após disputa interna e será o candidato da sigla, que não disputa o governo baiano há 20 anos. Aroldo Félix (Unidade Popular), professor e sindicalista nascido na Paraíba, mudou domicílio eleitoral para a Bahia após ter concorrido ao governo de Sergipe em 2022.
Mapeamento eleitoral mostra que Jerônimo e ACM Neto mantêm áreas de força distintas. Revelado por levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise Política (Ipap), Jerônimo domina municípios pequenos e médios, enquanto ACM Neto concentra votos nos grandes centros, em especial na Região Metropolitana de Salvador.
Territórios em que Jerônimo venceu em 2022 incluem Chapada Diamantina, Irecê, Recôncavo, Sertão Produtivo e Velho Chico, entre outros. ACM Neto liderou em regiões como o Metropolitano de Salvador, Costa do Descobrimento e Litoral Sul. O tabuleiro eleitoral baiano segue em formação, e as convenções partidárias, previstas para o início de agosto, ainda podem ajustar coligações e chapas.
Datas essenciais: primeiro turno em 4 de outubro; eventual segundo turno em 25 de outubro.
