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Casal devora R$ 1,2 mil em Itapuã e é preso após se recusar a pagar

Um casal foi encaminhado à Central de Flagrantes de Salvador após consumir mais de R$ 1,2 mil em refeições e bebidas e se negar a pagar a conta em um restaurante do bairro de Itapuã, na noite de segunda-feira, 5.

A ocorrência foi registrada por volta das 23h10, quando a Polícia Militar foi acionada para prestar apoio à segurança do estabelecimento. Uma equipe da 32ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) compareceu ao local.

Segundo a Polícia Civil, os dois foram identificados como Leandro José Falcão Dantas, de 43 anos, e Marcela da Anunciação Souza, de 34 anos. O proprietário do restaurante relatou que os clientes alegaram não ter recursos para quitar a conta.

O valor total da comanda chegou a R$ 1.226,50, já incluindo R$ 111,50 de taxa de serviço. Entre os itens consumidos estavam pratos típicos e bebidas alcoólicas. Como forma de garantia, o homem deixou uma motocicleta no estabelecimento, mas não retornou para buscá-la.

Após os procedimentos, os policiais conduziram o casal à Central de Flagrantes (Cenflag). Foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). De acordo com a Polícia Civil, o casal responderá pelo caso em liberdade.

A lista detalhada do consumo, conforme apresentada pelo estabelecimento, inclui:

Camarão encapotado: R$ 45

Batata frita: R$ 60

Queijo coalho na chapa: R$ 50

Moqueca mista: R$ 250

Refrigerante: R$ 14

Bolinho misto: R$ 35

Combo de cerveja: R$ 372

Lambreta: R$ 100

Água com gás: R$ 18

Nordestão: R$ 85

Sundae: R$ 20

Cerveja: R$ 66

O caso chama atenção para episódios em que consumidores deixam estabelecimentos sem quitar a conta, situação que pode configurar crime de estelionato por obtenção de serviço sem pagamento, dependendo da investigação e da qualificação dada pela autoridade policial.

Até a publicação desta matéria, não havia informação sobre eventual julgamento do caso ou sobre o destino da motocicleta deixada como garantia.

Moradores e comerciantes de Itapuã dizem que situações envolvendo calotes pontuais prejudicam o comércio local e reforçam a necessidade de medidas preventivas por parte dos estabelecimentos, como exigência de cartão ou garantia antecipada em consumos de alto valor.