Multas de até R$50 milhões aplicadas após praia de Salvador ser atingida por manchas químicas
O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) aplicou multas milionárias a empresas envolvidas na operação do terminal marítimo que tem ligação com a contaminação constatada na praia de São Tomé de Paripe, em Salvador.
As penalidades variam de R$ 20 milhões a R$ 50 milhões. A Terminal Itapuã Ltda, identificada como Intermarítima, recebeu multa de R$ 20 milhões. A Gerdau Aços Longos S.A., apontada como antiga gestora do terminal, foi autuada em R$ 50 milhões.
Manchas azuis e amarelas começaram a ser observadas na faixa de areia e no mar desde fevereiro, segundo relatos. Em maio, análises confirmaram que a área foi contaminada por substâncias químicas, o que motivou a atuação do Inema e a aplicação das penalidades.
De acordo com o instituto, há relação entre a contaminação e as atividades de estocagem e movimentação de granéis sólidos no Terminal Itapuã. O Inema concluiu que tanto a atual operadora quanto a antiga gestora contribuíram para a situação, o que fundamentou a imposição das multas.
Em nota, a Intermarítima afirmou que não movimenta carga relacionada com as substâncias identificadas na praia. A empresa reafirmou sua posição de que as operações realizadas no terminal não envolveriam os materiais apontados nas análises do Inema.
O caso mobilizou atenção local devido ao impacto ambiental na orla e ao receio de moradores e frequentadores da praia. A presença de manchas visíveis na areia e na água trouxe questionamentos sobre a extensão dos danos e possíveis riscos à saúde pública e ao ecossistema marinho.
Até o momento, o Inema informou apenas as autuações e as fundamentações iniciais relacionadas à estocagem e movimentação de granéis. Não foram divulgados detalhes adicionais sobre medidas de reparação, prazos para pagamento das multas ou possíveis ações de remediação e compensação ambiental.
O episódio reforça a atenção às operações portuárias em áreas costeiras e levanta discussão sobre a responsabilidade técnica e administrativa das empresas que atuam nesses espaços, bem como sobre a fiscalização dos órgãos ambientais para prevenir e responder a eventos de contaminação.
